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AMIGAS

Sem elas não sou nada,
são meu chão,minha casa, meu abrigo.
São parte de mim, me completam, quando choro me dão colo, quando brinco estão junto de mim.
Sinto saudade quando estão longe, e vontade de abraçar quando estão perto, sem elas minha vida é vazia, não tem graça. Elas são bêbadas, encrenqueiras, marginas e cachaceiras, mas eu as amo.
De pensar que apresentei umas as outras, e imaginar que tempos depois seriam minha segunda família.
Dividimos segredos, confissões,
brigas, discussões, mas no fim tudo termina bem...ufa. Elas me aconselham( de vez em quando),me ajudam muito, são esforçadas, preguiçosas, e sem emprego( a vanessa tem) bancadas pelos pais, mas nunca tem dinheiro.
Elas sofrem, choram, tem problemas, os maiores do mundo, mas nunca perdem o sorriso. Quando ouço coisas erradas sobre elas, eu as defendo, porque eu as conheço. Conheço seus segredos, suas fraquezas, suas verdades, suas mentiras, seus problemas, seus amores e principalmente seus corações.
Nós fazemos planos para o futuro e não imaginamos nosso futuro sem que estejamos juntas, enfrentamos tudo juntas,  porque somos amigas, mas amigas de verdade.
Tem horas que parecemos um bando de menininhas, falamos tanta besteira, que quando vamos falar um assunto serio desatamos a rir. Se somos unidas? Muito unidas, mas também brigamos muito, do nosso jeito torto somos perfeitas. Pra terminar somos tudo que as garotas são: ilarias, inseguras, deprimidas, alegres, amorosas, vingativas, idiotas, inteligentes, espertas, especias, firmes, fofas, duras, duronas, moleques, menininhas, folgadas, fortes, amiga da onça, da vaca, do boi, do cabrito, somos amigas, amigonas, melhores amigas, amicíssimas, amiguinhas... e assim somos Sara, Karen, Maria, Vanessa e Sheyla...

Amo muito vocês!

Sara.

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Amanhecer Juvenil.

Eis que a tormenta se aproxima.
Já se anunciam os cavaleiros.
Todos de pé para o esplendoroso final.
Será o fim? ou começo da tormenta?
Se anuncia amplamente
o tempo retrocedendo
a roda foi movida,
não resta saída.
Todos de pé,
O dia se aproxima.

Eis que caminhava pela estrada
estudantes secundaristas revoltosos
com um insulto
somando força
mais estudantes a caminho
chegamos a um ponto comum
uma pauta comum,
um mesmo método.
Ocupar e resistir.

Mas eis que não muito longe
o nevoeiro já chega
atravessando os quatro cantos
ele ruge e ameaça
a tudo aquilo que conquistamos,
nessa história não sabemos o final.
Mas uma vez, a força juvenil
saiu as ruas com caras pintadas
espreitando os cavaleiros armados.

Sem máscara no rosto não resta nada a temer
a revolta já está inflada
cabe ao povo mover
as vendas.
Eis que o confronto se aproxima
e não se sabe como estará o clima
da batalha
mas já se enxerga o exército sem farda,
mas que com uniforme marcha.
É mais do que se espera,
não é o que se aguar…

Reencontrando-nos.

Por duas vezes nos despedimos,
por  duas vezes nos reencontramos.
Eu não quero pensar no depois,
no que virá a seguir.
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E se...
não sei,
desisto de saber.
Eu já te escrevi tantos poemas.
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Talvez você apenas se esqueça.
Já não me importa
Agora eu conheço o caminho
e só eu posso desistir de caminhar.

Nos últimos dias eu deixei
de habitar um certo lugar
Um tão conhecido
tão arredio
tão meu lugar.
Um espaço para o vazio
em que eu me guardava.
Era um poço de segurança,
mas também um buraco no isolamento.
Ali não soprava vento
nem assobio ressoava.
Ali eu não cantava,
mas então você chegou
e me disse que eu podia sair.
Era só o que eu esperava ouvir,
mas ninguém havia chegado tão perto
a ponto de me dizer.

O mundo é tão novo como jamais foi igual.
Muito depende de mim,
agora muito mais do que antes.

Sara.














Encontro do Rio Potengí com o mar - Natal RN
Font…

Tenaz.

Tantos versos que eu guardo
esperando um certo tempo
beirando a cortesia
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perdidas a espera
dos seus olhos.

Talvez a pausa seja tudo que eu preciso
seja tudo que eu mereço
me deixei levar pelo teu apreço
fiz de mim um mar,
um mar de você
Disse me que não era justo
ter perdido tanto
mas guardo comigo seu sorriso pequeno
seu olhar de canto
seu andar 

Se chegar um outro alguém
eu direi não tem ninguém
nem espero que eu mereça
só o que quero
é que reconheça
que de mim sugou
meu mundo.
Fez eu ir até o fundo
e depois nem quis descer
esperou eu mergulhar
para então ali deixar
todas as pegadas na areia.
Veio a onda e as levou
tão azul não puder lidar
foi assim que findou,
um gesto pequeno
em seu olhar.
Mais de mim nada restou,
a não ser estes versos,
tão rimados não ficaram,
esparramados no chão
marcaram
minha solidão.


Sara.