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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Meu sangue

Há uma gota de sangue em cada poema meu,
não o sangue vermelho, que corre nas veias do teu corpo, mas um sangue transparente  que provem do meu coração,ele não bombeia vida ao meu ser, esse sangue é diferente, é incolor, é inodoro,  é meu. A cada poema que escrevo ele está presente, ele vem do meu sofrimento, da minha alegria, ele vem do meu esforço e da minha preguiça de viver, ele é tudo e não é nada, ele é concreto, ele existe mas é abstrato, ele não é minha realidade nem tão pouco minha fantasia. Ele está presente porque aqui é o seu lugar, e não há nenhum outro que ele possa estar.
Ele é diferente da minha lágrima, minhas lágrimas saem dos meus olhos,
meu sangue ....sai da minha alma,
não posso dizer mais além
nada me permite isso,
se você puder entender
compreenda!
se não puder,
desista.
Desista de mim.


Sara.

Partindo.....

Eu estou vendo as gotas caírem na janela do carro, e eu estou pensando em como deixei tudo para trás, em como o meu passado já não me importa mais.
Hoje você é só uma sombra, uma sombra que passou e não voltará .
hoje eu estou partindo deste lugar que tanto me entristeceu, foi um ano sem chuva ,
mas veja só hoje chove
não estou feliz, não minto, aqui deixo todas as lembranças
e aqui elas iram permanecer
até que eu venha resgatá-las
eu sei que você vai sentir minha partida.
mas agora ,
quando era pra você sentir,
você não sentiu nada, agora é tarde.
O sol vai sair,
um lindo dia vai surgir,
mas eu estarei bem longe...
bem longe daqui.

Sara.

Flor solitária...

Eu sou como a flor que nasce nas pedras, estou incansavelmente lutando para sobreviver todo dia, toda hora , o tempo inteiro.                                                   O sol vem abater-me com sua fúria infernal, e as pedras vem sufocar minha raiz, e em busca de terra pra me proteger  estou enfraquecendo a cada dia, não é culpa de ninguém eu ter nascido num lugar tão devastado pelo sofrimento, talvez fosse preciso para que este lugar tivesse algo a oferecer ao mundo. O único afago que recebo é a chuva que me acaricia e me fortalece para que eu possa sobreviver neste lugar, aqui é como uma prisão ao céu aberto, eu não sei se algum dia sairei daqui. Fico imaginando um pasto verde forrado de flores como eu, e todas sorriem para o sol pois ali ele não as castiga, mais sim, as conforta com seu calor. E quando me parece que tudo está perdido a chuva vem afagar-me com suas gotas celestiais, e em todo canto que olho ninguém é igual a mim, não há um ser para me fazer companhia. A minha…