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Na curva do tempo...


E as curvas do tempo começam,
a me tomar,
E o cheiro das flores,
caminha pelo ar.
E ao estar sozinho, 
sinto seu beijo no rosto,
e como um tapa da realidade,
o vento me sacode com verdade.
E assim seguimos pelo caminho sem ruas, sem curvas, e sem estradas.
porque as areias que o vento carrega da praia,
deixa meus olhos vermelhos,
e o tecido da realidade começa a cair.
Porque daqui pra frente não há mais chuva,
e nem tempestades de vento,
porque o céu está quieto,
e não há lua lá fora.
Porque da janela do meu quarto,
eu vejo a noite,
e a felicidade me espera na curva do caminho sem ruas,
porque há um mundo para descobrir,
e não pretendo ficar,
muito tempo por aqui...


Sara.

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Deixa,
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Deixa,
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trazendo a tona o barulho
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Deixa,
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O desejo de um outro alguém
Deixa
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alçar voos distantes.

Deixa,
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Sara.

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*Livro: "O Beijo no Asfalto", Nelson Rodrigues.
*Música: "Provável Canção de Amor para Estimada Natália", Banda Mulamba.

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Foi quando um contraponto aconteceu...           Meu andar altivo encontrou seu andar ensimesmado Meu olhar furtivo encontrou seu olhar doce. Minhas longas conversas encontraram suas perguntas profundas e certeiras. Foi quando eu vi a idade da minha alma Ao me deparar com a idade da sua. Foi nas nossas conversas inteligentes que vi os nossos interesses em comum. Foi quando você segurou minha mão, que eu percebi o tamanho do meu passo. Assim que você se mostrou confusa eu vi nascer a certeza da impermanência entre nós. Nós somos um contraponto, Que ora se encontra, ora se distancia. Mas seu sorriso terno E meu olhar amoroso se misturam Quando a gente se olha no começo do dia. Minha alta exposição encontrou seu mistério. Minha mão encontrou seu cabelo E sua boca a minha orelha E foi amor à primeira vista entre eles. Mas também foi onde você não me prometeu a eternidade E eu aceitei a transitoriedade
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