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Mostrando postagens de Junho, 2012

Pássaro Preso...

Me sinto como um pássaro preso,
que não tem espaço para bater suas asas,
o vento me chama, me convida á voar,
mas não posso sair.
Estou preso em cárcere privado,
não posso ver a luz do sol,
sinto vontade de voar,
ao meu redor não habita alegria,
meu canto é triste,
e não possuo minha liberdade, não mais,
não sou digno de ser chamado de pássaro,
pois não tenho mais minha companheira,
aquela que me faz feliz,
que me fascina,
não tenho mais ao meu lado a liberdade,
aquela que um dia eu tive em minhas asas.
E os meus carcereiros, não se importam
com o meu canto triste.
Eles não vêem que não há mais vida,
dentro dessa gaiola.

IRREAL.

Irreal, é pensar em um amor impensado,
é amar e não ser amado.
Irreal, é estar ao lado de alguém,
que não está ao seu lado.
Irreal, é dizer eu te amo,
e ser desprezado.
Irreal é sentir-se doente,
por que te deixaram machucado.
Irreal, é fazer loucuras,
para ser notado.
Irreal é pensar em você 24 horas,
com você ao lado.
Irreal, é sentir-se livre
e ao mesmo tempo sufocado.
Irreal, é querer estar longe
e ao  mesmo tempo ao seu lado.
Irreal, é dizer que te odeio,
mas chorar a noite toda por você.
Irreal é me sentir só,
por não estar sendo amado.
Irreal é depois de muito tempo,
descobrir que amei errado.

Sara.

Às vezes...

Às vezes você se pergunta por que eles sorriem,
e você não.
Às vezes você se questiona porque tinha que ser assim.
Às vezes você pede pra algo acontecer,
mas nada acontece.
Às vezes você quer sorrir,
mas não consegue.
Às vezes, mas só as vezes,
você quer um tempo pro seu coração.
Às vezes não é tão fácil,
dizer não.
Às vezes você queria que alguém estivesse ao seu lado,
mas não há ninguém que possa fazer isso.
E no dia dos namorados você não queria nem sair de casa,
mas fazer o quê.
Às vezes a felicidade a sua volta te deixa triste,
e você não sabe porque.
Às vezes é mais fácil dar um conselho,
do que seguir ele.
Às vezes você não consegue parar de ouvir uma música,
é porque ela te lembra algo que ainda não aconteceu.
Às vezes você escreve coisas sem sentido,
simplesmente por que se sente bem.
Às vezes você senta na janela e olha a rua,
mas não há nada pra ver.
Às vezes é bom não ter pressa,
espera, algo vai chegar,
e vai te tirar desse mar de tristezas.
Enquanto isso, não chore,
a…

Revolta...

E quando nós estamos perdidos,
e não queremos mais existir,
parece que há um deserto ao nosso redor,
um deserto de rostos tristes.
Será que há salvação,
não há como saber.
É preciso mais do que isso,
mais do que palavras,
para nos fazer mudar.
Não queremos olhar a nossa volta,
tudo está caindo,
há muitas revoltas,
pessoas perdem a vida tão facilmente,
coisas ruins acontecem a todo instante,
há uma grande confusão;
e que simplesmente ignoramos,
o mundo está acabando,
ou será que não, que é apenas ilusão,
uma grande, terrível ilusão.
Não há como saber,
somos impotentes contra o futuro,
tudo está reservado,
apenas nos esperando chegar.
Não olhe para o passado,
pois o futuro não pode esperar.

Sara.

O Relato de um Por-do-Sol.

A Fumaça escapa a todo o vapor,
as rodas no trilho fazem pouco barulho.
Todos estão em suas cabines,
apostos, olhando pela janela.
O trem passa próximo as montanhas,
é fim de tarde;
e o sol está saindo de cena;
cavalheiros e damas afortunados,
á poucos meses,
a neve cobria aqueles pinheiros.
Mas na tarde de hoje o sol brilha,
iluminando as flores que crescem embaixo das árvores.
Não há casas próximas,
se não contarmos a dos pássaros,
que são muitas nessa montanha.
Os passageiros estão admirados,
assistindo um por-do-sol,
acompanhado pela melodia dos pássaros.
E o sol vai sumindo devagar,
acompanhado de olhares de tristeza,
de angustias, de felicidade, de admiração.
E o pai de todas as estrelas,
descansa.
Agora a noite chega,
e assume o posto a mãe dos amantes,
dos amantes da noite.

Sara.