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Descrença na Felicidade.

Segui pelas ruas sem direção,
caminhei por uma estrada,
mas não encontrei nada.
Não sei se devo acreditar no que minha mente
me diz,
já deixei de crer no coração
pois foi isso que aprendi,
sem direção...
Estou seguindo passos de pessoas desconhecidas
que me parecem agradáveis,
seria injusto mentir,
não consigo dissimular,
então é melhor me afastar
para que minha presença não cause estragos.
Devo omitir sentimentos que me tomam,
devo sorrir ou não.
A felicidade é um estado que o Ser humano almeja
á todo custo, sem jamais alcançar,
sem jamais desanimar,
para mim, nada é comparado ao completo estado de solidão.
Nos limites de cada sentimento está a tão sonhada Felicidade,
sabe-se lá quem um dia alcançará tal estado de contentamento,
mas no fim nem sei em que acredito,
me oriento pelo que meus olhos contemplam
sendo a infelicidade do mundo o que mais vejo,
que sentido teria acreditar em algo que de tão incerto,
mal sei explicar com minhas raras palavras.
Admito o Pessimismo me toma,
são tantas as minhas infelicidades que é difícil
acreditar em vontades que orientam todos os seres humanos,
há de se destacar, não desacredito da sua existência,
apenas para mim, talvez seja pouco alcançável.

Sara.

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Deixa

Deixa vir esse cabelo no rosto
essas lágrimas guardadas
essas palavras não ditas
que te entopem.

Deixa,
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depois de uma crise de choro.

Deixa,
Deixa o tempo andar devagar
e te olhar
para ver como é que você está se fazendo
se moldando, se construindo.

Deixa,
Deixa o silêncio surgir sorrateiro
trazendo a tona o barulho
que antes estava aqui

Deixa,
Deixa a sua vontade dizer firme que te incomoda o desejo
O desejo de um outro alguém
Deixa
Deixa a gente ganhar espaço,
alçar voos distantes.

Deixa,
Deixa eu pousar um instante
para recuperar o fôlego
Depois do esforço
de tentar te fazer apaixonar...

Deixa,
Deixa o espaço se fazer entre nós
e quando ele tiver se instalado
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Sara.

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Ela apressa a minha calma.

Sara.

*Livro: "O Beijo no Asfalto", Nelson Rodrigues.
*Música: "Provável Canção de Amor para Estimada Natália", Banda Mulamba.

Contraponto.

Foi quando um contraponto aconteceu...           Meu andar altivo encontrou seu andar ensimesmado Meu olhar furtivo encontrou seu olhar doce. Minhas longas conversas encontraram suas perguntas profundas e certeiras. Foi quando eu vi a idade da minha alma Ao me deparar com a idade da sua. Foi nas nossas conversas inteligentes que vi os nossos interesses em comum. Foi quando você segurou minha mão, que eu percebi o tamanho do meu passo. Assim que você se mostrou confusa eu vi nascer a certeza da impermanência entre nós. Nós somos um contraponto, Que ora se encontra, ora se distancia. Mas seu sorriso terno E meu olhar amoroso se misturam Quando a gente se olha no começo do dia. Minha alta exposição encontrou seu mistério. Minha mão encontrou seu cabelo E sua boca a minha orelha E foi amor à primeira vista entre eles. Mas também foi onde você não me prometeu a eternidade E eu aceitei a transitoriedade
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