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Lamentações.

Ela é como o  vento que perpassa todas as pessoas sem nunca repousar.
Sonhei, sonhei,
e ao acordar estava só novamente.
Uma parte de mim não se desprende do abraço da solidão,
e a outra parte se atormenta por considerar esse abraço sufocante.
Não acredito que na chegada dos dias frios
sinto vontade de  me envolver em um abraço humano,
caloroso que me envolva e me guarde.
De que vale tais sentimentos se não me enxergo
no futuro com alguém.
Tal possibilidade me revolta,
quero ter uma suposta liberdade
que não tenho agora.
Não quero me prender a alguém,
quero amar e me sentir amada,
com a sensação de plenitude que supostamente
um amor trás.
Enquanto essas sensações de confusão,
de abandono, de solidão, de desapego e desinteresse
me tomarem, de nada adiantará sonhar, sonhar e acordar só.
Nunca me deixe ir, nunca me deixe ir
a solidão sussurra ao meu ouvido.
Ela está querendo permanecer ao meu lado eternamente,
mas será que eu quero isso?
Um outro sentimento insiste em não me deixar,
essa tal tristeza que me ronda e me invade,
sem rumo vagueia por mim.
Se a fonte das minhas tristezas fosse achada,
eu evitaria confusões futuras?
Lamentações é a isso que minhas palavras foram reduzidas.

Sara.  

                                                                                               

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