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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Feliz Ano Novo!

Estive pensando o que escrever sobre este ano?
Só uma palavra me vem a cabeça: mudança.
Conquistei grandes coisas,
dei o primeiro passo para minha vida.
Foi um ano intenso, instável e insubstituível.
As transformações, aventuras e desventuras
que vivi são únicas.
Acompanhei o mundo em conflito.
Meu mundo esteve (está) em conflito.
Segundo Vigotsky, é no conflito que nos formamos.
Enfim, um ano memorável.
Tristeza, angústia, dor, sofrimento, alegria, contentamento,
euforia, transe, choque, revolta, medo, glória, fantasia, etc.
Eu poderia escrever um texto com essas palavras e muitas outras que definiram cada momento vivido neste ano. Assim, se define a vida de um ser humano: Palavras.
Já dizia uma grande Poeta: Palavras apenas, palavras pequenas, palavras... ( C. Eller).
E se o mergulho nesse mar de palavras que jorram de mim levar-me a morte, que seja, ao menos de mim restarão minhas palavras.

Que no ano que se aproxima todos possamos aproveitar cada instante da vida, pois eles são ún…

Luta...

Estou estarrecida em ser.
Eu sou ilusão.
Essa frase se repete em meus pensamentos.
Todas as pessoas representam papéis seja na sociedade, seja para os outros, seja para si mesmo...
Me sinto frágil.
Reencontrei  certas palavras do passado
sobre um desejo há muito superado,
de alguém há muito perdido...
Eu costumo deixar as pessoas irem...
Escorregarem pelas minhas mãos.
Pelo simples medo de não suportar a dor da partida.
No princípio o desejo foi recíproco,
mas logo, como todo desejo,
apagou-se com o sopro da realidade...
Errei.
Nunca fui capaz de dizer-lhe adeus.
Por medo me distanciei e te deixei ir,
mas você sempre olhava para trás...
Hoje estou cansada,
procuro paz, pois a vida adora brincar comigo e com meus sentimentos.
Não! Eu direi para essa nova ilusão que surge em meu caminho.
Neste cabo de guerra, espero ser capaz de vencer minha loucura de amar.

Sara.

Reflexões acerca de ser.

De repente uma pergunta.
Quem sou eu?
Eu tenho um nome,
que me diz muitas coisas,
que me rotula.
Eu tenho um reflexo,
que não me diz muitas coisas,
que me intriga.
Às vezes eu gosto dele,
às vezes o detesto.
Nunca disse à alguém
que não sei quem sou.
Estou nessa busca todos os dias da minha vida.
Às vezes me defino por um gosto,
por uma religião, por uma roupa,
mas quando encaro meu reflexo
tudo se perde e a pergunta retorna:
quem sou eu?
Às vezes nos meu silêncios
me procuro em outras pessoas.
Cada ser humano é único em si, em suas qualidades,
em seus defeitos e em seu sorriso,
pois no fim não existem pessoas iguais.
Eu só queria me definir.
Às vezes acredito nisso,
na maioria das vezes não acredito.
Eu já falei, já cantei, eu já chorei meu silêncio e solidão.
A fim de encontrar neles sentido tentei expulsá-los de mim.
Já não sei quem sou.
Eu nunca soube.
E a todo instante o destino me prega peças.
É fácil me definir pelo nome que tenho.
Será que realmente sou o nome que tenho?
Eu so…

Nada foi perdido.

Nós perdemos o nada,
pois ele nos consumiu.
Rasgue o véu que esconde a verdade e verá que detrás esconde-se
o que nos consome.
Se todos que te rodeiam pudessem ver,
como eu vejo, aquilo que desapareceu de nós.
Há muitos anos atrás, alguém bateu em sua porta,
mas você não abriu.
O medo te assolava e debaixo daquele sorriso
uma grande tristeza se escondia.
Nós perdemos o nada,
ou será que ele fugiu?
Debaixo da cama escondem nossos medos,
para que tarde da noite eles adentrem nossos sonhos.
Perturbam-se aqueles que já não se orientam pelas estrelas,
pois o céu está negro demais para iluminá-las.
Nós perdemos o nada,
não minta para mim,
nós o perdemos eu sei.
Chegando a noite você se esconde em sua casa,
mas seus medos e sonhos e angústias,
todos estão a sua procura,
com um vem os outros,
e com os outros não vem um.
É melhor pararmos de lamentar,
já perdemos o nada
não é possível voltar.


Sara.