Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Março, 2014

Fleet Foxes - White Winter Hymnal & Quando o Verão chegar.

Eu estava esperando o verão chegar para finalmente fazer algo de bom,
mas eu me arrependi.
As noites parecem tão tristes.
Soltei um balão esta tarde e ele voou para longe de casa.
Estou me escondendo do vento.
Você está me perseguindo.
Sinto frio, a cama parece vazia.
Me vejo sempre ao seu lado,
mas o céu está escuro
e nos últimos só chove.
Estou cansado,
deixe-me entrar,
onde seus pensamentos repousam,
onde você guarda seus segredos.
Eu estive te seguindo,
meus olhos não se contêm.
Preciso de mais tempo.
Preciso correr com isso,
sinto que já estou acabado.
Me parece que devo fugir,
mas o verão vem chegando.
O que vou fazer se você me deixar entrar?
Estou perseguindo a neve que caí no meu coração.
Tão rapidamente você toma conta dos meus sonhos,
 e sua presença já me atormenta.
O que vou fazer quando o verão chegar?
O que vou fazer se você me deixar entrar?
No seu lugar mais seguro, onde você guarda seus segredos.

Sara.






O Caos.

O caos,
o encontro que nos aproxima da morte.
A confusão,
o desespero dos sentidos.
A perda,
do equilíbrio, da sensatez e do amor.
A dor,
o rompimento do estável a tira de sua caverna.
O caos,
a complexa análise contextual não é suficientemente boa para explicá-lo.
Aturdimento,
a queda do olhar, a fraqueza nas pernas, o fôlego ínfimo, apenas para sobreviver.
A fuga,
reflexos naturais intrincados na espécie.
O mal,
comportamento?
A cegueira,
a fim de sobreviver, o outro perde seu valor.
O caminho,
evite o caos.
Caos, calamidade, confusão,
o desespero que rompe com a estabilidade.
Ao fim, o deserto é tomado por arrependimentos.

Sara.

Escher.

Vento Bom...

Estive alerta todo este tempo,
aguardando a chegada de um vento bom.
Dentro da minha cabeça,
imagens distorcidas corrompem
meus pensamentos.
Mais uma vez eu desejo voar.
Eu sinto dor,
algo me fere,
sem que eu me dê conta.
Fecho meus olhos a sua procura,
pois somente assim meus abraços te alcançam.
Perdi seu nome nos meus lamentos.
De ti só me restam expectativas,
de um dia, apenas um dia nos encontrarmos.
Nos últimos dias meus olhos desejam chorar
e eu ainda não sei o motivo.
Desejo que as amarras do destino
me soltem para que eu possa sentir
este vento bom da brisa da tarde.
Eu me joguei no gramado
e olhei para o céu esta tarde.
Metade do céu estava negro, pois a noite chegava
e a outra parte ainda azul e
com poucas nuvens persistia com o fim da tarde.
Pesadelos me rodeiam,
ouço uma música repetidamente.
Senti a distância entre meus sonhos e eu,
deixei-me levar pelas divagações.
Neste instante pássaros passeiam pela minha mente
em busca de um ninho
há muito perdido.

Sara.

Um Poema sobre mim.

Não sou do tipo que espera
se gosto de fazer, faço.
Não sou do tipo que cozinho,
apenas como.
Não sou do tipo que reclama
sem propósito.
Gosto da quietude.
Não sou do tipo que altera a voz
sem necessidade.
Não sou do tipo organizada
antes de tudo sou atrapalhada.
Gosto da simplicidade, mas eu mesma
não sou nada simples de se compreender.
Muitos se irritam com minha despreocupação
com minha vida, meu jeito de ser, meu cabelo,
minhas tarefas, enfim nada que eu considere relevante.
Sou simples de agradar
basta me dar um abraço verdadeiro.
Me chamaram de covarde, pois
tenho medo de magoar os outros e assim
sempre sou eu a magoada.
Me apego facilmente a tudo e todos
e possuo um ciúme disfarçado
daquilo que chamo de meu.
Tenho segredos, pois se  não os tivesse,
 não seria humano.
Sou volúvel, em um momento emotiva e criativa
e outro objetiva e racional.
Tímida e falsa sociável.
Observadora e arduamente crítica
consigo mesma.
Estranhamente solitária e amante de livros,
poemas e toda forma de…