Pular para o conteúdo principal

Um Poema sobre mim.

Não sou do tipo que espera
se gosto de fazer, faço.
Não sou do tipo que cozinho,
apenas como.
Não sou do tipo que reclama
sem propósito.
Gosto da quietude.
Não sou do tipo que altera a voz
sem necessidade.
Não sou do tipo organizada
antes de tudo sou atrapalhada.
Gosto da simplicidade, mas eu mesma
não sou nada simples de se compreender.
Muitos se irritam com minha despreocupação
com minha vida, meu jeito de ser, meu cabelo,
minhas tarefas, enfim nada que eu considere relevante.
Sou simples de agradar
basta me dar um abraço verdadeiro.
Me chamaram de covarde, pois
tenho medo de magoar os outros e assim
sempre sou eu a magoada.
Me apego facilmente a tudo e todos
e possuo um ciúme disfarçado
daquilo que chamo de meu.
Tenho segredos, pois se  não os tivesse,
 não seria humano.
Sou volúvel, em um momento emotiva e criativa
e outro objetiva e racional.
Tímida e falsa sociável.
Observadora e arduamente crítica
consigo mesma.
Estranhamente solitária e amante de livros,
poemas e toda forma de expressão de pensamentos humanos,
pois estes são os mais interessantes e alcançáveis.
O que realmente as pessoas precisam saber sobre mim
é que gosto de ser única, de me sentir única
e de estar única.
Acima de tudo gosto de mato
e procuro viver livremente
comigo e com meus pensamentos
em algum mato por aí,
pois a cidade, bem a cidade é grande demais para mim.

Sara.
Obs: Esse relato contém descrições enviesadas de alguém sobre ele mesmo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Medo.

Quando um ser humano
sente medo de outro ser humano,
esse medo é aprendido.

É difícil olhar nos olhos das pessoas
Que vivem na margem da sociedade,
Quando você não vive.

É difícil saber que ele ou ela não tem o que comer,
onde dormir, alguém pra dar um abraço.
Dói saber que quando ele se aproxima de mim pra pedir dinheiro
Eu sinto medo.

Eu sei que ele ou ela é mais do que a rua.
Eles não vieram do nada,
não nasceram na rua.
Mas diversas circunstâncias os levaram a rua.

Eu sei que ele percebe meu medo
E que isso o entristece.
É duro saber que o outro sente medo de você.
Quando você sabe que esse medo não tem razão.

Eu sei que essa pessoa tem uma história,
tem pessoas que a ama,
tem pessoas que a deixaram,
tem pessoas que cuidam dela.

Eu sei que somos de mundos distintos
Mas me nego a aceitar esse medo.
Eu preciso parar de sentir medo
E enxerga-lo como alguém
que é muito mais do que a sua condição de vida.

Ele e Ela são muito mais do que a rua mostra.
E eu quero conversar com eles e con…

Nos Reencontrando.

Por duas vezes nos despedimos,
por  duas vezes nos reencontramos.
Eu não quero pensar no depois,
no que virá a seguir.
Eu quero viver esse momento
como se fosse o último.

E se...
não sei,
desisto de saber.
Eu já te escrevi tantos poemas.
Sei que não leu um terço deles.
Talvez seja aterrorizante
saber o que eu sinto por você.
Talvez você apenas se esqueça.
Já não me importa
Agora eu conheço o caminho
e só eu posso desistir de caminhar.

Nos últimos dias eu deixei
de habitar um certo lugar
Um tão conhecido
tão arredio
tão meu lugar.
Um espaço para o vazio
em que eu me guardava.
Era um poço de segurança,
mas também um buraco no isolamento.
Ali não soprava vento
nem assobio ressoava.
Ali eu não cantava,
mas então você chegou
e me disse que eu podia sair.
Era só o que eu esperava ouvir,
mas ninguém havia chegado tão perto
a ponto de me dizer.

O mundo é tão novo como jamais foi igual.
Muito depende de mim,
agora muito mais do que antes.

Sara.














Encontro do Rio Potengí com o mar - Natal RN
Font…

Amanhecer Juvenil.

Eis que a tormenta se aproxima.
Já se anunciam os cavaleiros.
Todos de pé para o esplendoroso final.
Será o fim? ou começo da tormenta?
Se anuncia amplamente
o tempo retrocedendo
a roda foi movida,
não resta saída.
Todos de pé,
O dia se aproxima.

Eis que caminhava pela estrada
estudantes secundaristas revoltosos
com um insulto
somando força
mais estudantes a caminho
chegamos a um ponto comum
uma pauta comum,
um mesmo método.
Ocupar e resistir.

Mas eis que não muito longe
o nevoeiro já chega
atravessando os quatro cantos
ele ruge e ameaça
a tudo aquilo que conquistamos,
nessa história não sabemos o final.
Mas uma vez, a força juvenil
saiu as ruas com caras pintadas
espreitando os cavaleiros armados.

Sem máscara no rosto não resta nada a temer
a revolta já está inflada
cabe ao povo mover
as vendas.
Eis que o confronto se aproxima
e não se sabe como estará o clima
da batalha
mas já se enxerga o exército sem farda,
mas que com uniforme marcha.
É mais do que se espera,
não é o que se aguar…