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Um Poema sobre mim.

Não sou do tipo que espera
se gosto de fazer, faço.
Não sou do tipo que cozinho,
apenas como.
Não sou do tipo que reclama
sem propósito.
Gosto da quietude.
Não sou do tipo que altera a voz
sem necessidade.
Não sou do tipo organizada
antes de tudo sou atrapalhada.
Gosto da simplicidade, mas eu mesma
não sou nada simples de se compreender.
Muitos se irritam com minha despreocupação
com minha vida, meu jeito de ser, meu cabelo,
minhas tarefas, enfim nada que eu considere relevante.
Sou simples de agradar
basta me dar um abraço verdadeiro.
Me chamaram de covarde, pois
tenho medo de magoar os outros e assim
sempre sou eu a magoada.
Me apego facilmente a tudo e todos
e possuo um ciúme disfarçado
daquilo que chamo de meu.
Tenho segredos, pois se  não os tivesse,
 não seria humano.
Sou volúvel, em um momento emotiva e criativa
e outro objetiva e racional.
Tímida e falsa sociável.
Observadora e arduamente crítica
consigo mesma.
Estranhamente solitária e amante de livros,
poemas e toda forma de expressão de pensamentos humanos,
pois estes são os mais interessantes e alcançáveis.
O que realmente as pessoas precisam saber sobre mim
é que gosto de ser única, de me sentir única
e de estar única.
Acima de tudo gosto de mato
e procuro viver livremente
comigo e com meus pensamentos
em algum mato por aí,
pois a cidade, bem a cidade é grande demais para mim.

Sara.
Obs: Esse relato contém descrições enviesadas de alguém sobre ele mesmo.

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Deixa

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trazendo a tona o barulho
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O desejo de um outro alguém
Deixa
Deixa a gente ganhar espaço,
alçar voos distantes.

Deixa,
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Sara.

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Sara.

*Livro: "O Beijo no Asfalto", Nelson Rodrigues.
*Música: "Provável Canção de Amor para Estimada Natália", Banda Mulamba.

Contraponto.

Foi quando um contraponto aconteceu...           Meu andar altivo encontrou seu andar ensimesmado Meu olhar furtivo encontrou seu olhar doce. Minhas longas conversas encontraram suas perguntas profundas e certeiras. Foi quando eu vi a idade da minha alma Ao me deparar com a idade da sua. Foi nas nossas conversas inteligentes que vi os nossos interesses em comum. Foi quando você segurou minha mão, que eu percebi o tamanho do meu passo. Assim que você se mostrou confusa eu vi nascer a certeza da impermanência entre nós. Nós somos um contraponto, Que ora se encontra, ora se distancia. Mas seu sorriso terno E meu olhar amoroso se misturam Quando a gente se olha no começo do dia. Minha alta exposição encontrou seu mistério. Minha mão encontrou seu cabelo E sua boca a minha orelha E foi amor à primeira vista entre eles. Mas também foi onde você não me prometeu a eternidade E eu aceitei a transitoriedade
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