Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2014

Sob a Pele...

Sob a pele,
esconde-se o desconhecido.
Uma natureza incomum
em busca da sobrevivência.
Um destino cruel,
uma estrada sem fim.
Uma vida insustentável.
Sem lágrimas,
sem hesitação,
sem remorso?
Sem êxito,
um castigo,
uma fatalidade?
Uma necessidade.
O que está sob a pele?
Algo indizível,
Alguém invisível,
cometendo atos?
Vazio, um intenso vazio sob a pele.
Um desconhecido vazio que busca redenção
sob a pele.
Inadmissível um destino tão cruel.
Sob a pele esconde-se tamanhos segredos
que jamais serão descobertos.
Sob a pele de uma estranha,
descobre-se mais sobre a humanidade
do que sobre o julgo de ser humano.

Sara.
Inspirado no filme Sob a Pele (2014) dirigido por Jonathan Glazer, baseado na obra de mesmo título de Michel Faber (2000).

Birdy - Not About Angels.

We know full well there's just time
So is it wrong to dance this line?
If your heart was full of love
Could you give it up?

'Cause what about, what about angels
They will come, they will go and make us special
Don't give me up
Don't give me up

How unfair it's just our luck
Found something real that's out of touch
But if you'd searched the whole wide world
Would you dare to let it go?

'Cause what about, what about angels
They will come, they will go and make us special
Don't give me up
Don't give me up

'Cause what about, what about angels
They will come, they will go and make us special
It's not about, not about angels
Angels

Birdy-Não se trata de anjos
Sabemos muito bem que ainda há tempo
Então, é errado dançar esse verso?
Se o seu coração estivesse cheio de amor
Você conseguiria desistir?

Pois quanto aos, quanto aos anjos
Eles vêm e vão e nos fazem especiais
Não desista de mim
Não desista de mim

A nossa sorte é tão injusta
Encontramos a…

Ingenuidade, minha.

Desculpem-me leitores algo se quebrou em mim.
Descobri algo sobre mim,
algo que eu já conhecia só não sabia como nomear.
Minha ingenuidade.
Sempre me julguei observadora,
atenta a todos que me cercam, de fato sou.
Só que em meio a esse processo algo se alterou.
Deixei que meus sonhos
saíssem de mim e assim pouco a pouco
fui ficando cega para o mundo das pessoas.
Sim, um mundo a qual eu não pertenço,
não inteiramente.
Tudo me parece tão vago,
sem sentido, sem explicação.
Quando na verdade é muito simples:
Eu não sei viver.
Talvez isso justifique o fato de eu nunca me sentir
pertencente à algum lugar, qualquer um,
seja minha casa, a casa dos outros,
inclusive meu próprio quarto.
Me pergunto se há outros como eu,
acho que sim,
mas é difícil assumir que se é um estranho no mundo,
que se é ingênuo, que não se conhece as pessoas.
De um modo muito triste faz sentido.
Me questiono, quando foi que deixei de viver.
Na infância, na adolescência, agora? Eu não sei dizer.
De um modo incomum,
deixe…

Um frio.

Um frio, um frio de alma.
Estou vendo a vida  passar
abaixo dos meus pés,
e nada posso fazer para alcançá-la.
Estou preso às amarras do medo,
medo que tenho, que criei.
Olho distraidamente pela janela a minha frente
para as folhas que caem com o vento.
Resisti por tanto tempo
ao vento
que as pedras que me prendem ao chão
agora são pesadas demais para que eu possa voar.
Sorrir, me parece um objetivo não alcançável,
não aqui, não agora.
Deixe me ir,
para qualquer lugar,
apenas deixe me.
Encaro minhas mãos
e não vejo marcas do meu esforço para viver.
Muitas palavras saem de mim,
mas a grande maioria não merece ser lida.
Eu poderia escrever sobre você que atormenta meus pensamentos
dia e noite.
Eu poderia escrever sobre a vida que me encarrego de destruir
dia a dia.
Por fim, escrevo sobre nada,
esse nada que me preenche,
que faz com que eu viva.
Não posso defini-lo,
apenas sei que me sustenta.
Um frio, frio de alma,
um rio, um rio de alma,
um rio de calma.
Minha hesitação
demonstra meu me…