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Mostrando postagens de Julho, 2014

Sonho Meu...

Noite passada, eu estive em um sonho.
Parecia um sonho comum, desses que temos todos os dias.
Eu caminhava por uma rua deserta,
pisava em uma calçada cercada por grandes árvores.
Árvores escuras que sombreavam cada passo meu.
Em um dado momento, olhei para minhas mãos
e não as reconheci.
Não pareciam as minhas mãos de maneira alguma.
Há alguns metros à minha frente havia uma poça de água,
ao me aproximar a sombra das árvores não me permitiram ver
meu rosto.
Era uma tarde estranha e quase escura.
Não havia vento, nem pessoas na rua.
Somente eu caminhava lentamente.
Eu me lembro de uma casa escura
pela qual passei em frente.
Senti medo, apressei o passo ao passar por ela.
A cor verde das folhas das árvores era forte
e o tronco delas era negro.
Quando acordei me pareceu um longo sono,
mas o tempo nos sonhos é  enganoso
tal qual quando estamos acordados.
Não foi um sonho incomum,
mas ao acordar senti alívio
por não ter continuado a caminhar.
Na rua não havia curvas
e por isso eu não via f…

O que não pode ser dito...

Um olhar difícil de se perceber,
um aroma no ar.
Um sorriso bem contido,
um soluçar escondido.
Um medo de falar
o que vier a cabeça.
Um terço de coragem para executar
sentenças de um coração desmedido.
Um castigo,
algo perdido,
um elo frágil
entre eu e você.
Aquela que me encara no espelho,
faz de mim um espectro vazio.
Enquanto ela se preenche
eu me perco.
Vozes que fazem  o chão estremecer.
Você me encara em cada esquina da cidade.
Desde que eu decidi te deixar.
No fundo dos meus pensamentos
existe uma saída,
que evacua lembranças despercebidas.
De repente algo familiar perde o significado,
a presença física se foi,
mas um fio permanece ligado.
Um fio que me faz reconhecer
alguém na rua após o entardecer.
Ontem à noite li em um livro,
uma frase muito conhecida e usada,
mas que por mim nos lábios
jamais foi colocada.
Antes que eu me pudesse conter
meu coração deu um salto,
e desejei mais uma vez usar a frase
que assombra meus pensamentos,
meus sonhos.

Sara.

Meu Rosto em minhas Mãos.

Escondendo meu rosto
em minhas mãos.
Cobrindo meu corpo com água do chuveiro,
que leva para o ralo tudo que sinto.
Um abraço solitário
para afastar meus medos.
Milhares de pensamentos jorram da minha cabeça,
à procura de palavras que confortam,
eles fogem de mim.
Eu também procuro minhas respostas,
mas também me questiono por quê as busco.
Anseio pelo fim, mas não desvendei o princípio.
Quanto mais mergulho em mim,
mais descubro o que eu não sou.
Quem eu sou vem primeiro do que ser ou não ser?
Expulso palavras de mim para que com elas
eu possa formar textos que deem sentido à minha vida.
Acho que não estou alcançando meus sonhos.
Sinto-me presa do meu passado.
Sinto-me perseguida pelas perguntas não respondidas
que formam quem eu estou hoje.
Há em mim um labirinto de caminhos escuros que reservam surpresas
a cada curva que me aproximo.
Escondi meu rosto em minhas mãos para sufocar algo,
que ainda não descobri o que é.
Venho resistindo à realidade,
que por algum motivo está lutando par…

Tom Odell - Another Love (Short Film)

Another Love

I wanna take you somewhere
So you know I care
But it's so cold and I don't know where
I brought you daffodils in a pretty string
But they won't flower like they did last spring
And I wanna kiss you, make you feel alright
I'm just so tired to share my nights
I wanna cry and I wanna love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been used up

And if somebody hurts you, I wanna fight
But my hands been broken, one too many times
So I'll use my voice, I'll be so f*cking rude
Words they always win, but I know I'll lose

And I'd sing a song, that'd be just ours
But I sang 'em all to another heart
And I wanna cry I wanna learn to love
But all my tears have been used up

On another love, another love
All my tears have been used up
On another love, another love
All my tears have been …

Manhã.

Estou como uma manhã sem sol.
Uma manhã em que o céu noticia que estará fechado,
ao menos por hoje.
Um vento gelado insiste em tocar o rosto das pessoas
que se escondem, pois o toque gelado
lembram-nas de que há dias em que o sol simplesmente
não aparece.
Casais andam pelas ruas mais juntos do que nunca.
E ao encontrar-se com um desconhecido, todos nós,
dizemos ou escutamos a mesma frase: Como hoje está frio!
A maioria das pessoas abraçam-se de forma calorosa.
As crianças logo tiram seus casacos, pois correr esquenta o corpo delas.
Lá para o meio da manhã,
uma faixa de sol desponta nas nuvens
e é perseguida por cada alma que perambula pelas ruas.
Em uma sociedade cada vez mais desgarrada,
manhãs geladas servem para aproximar pessoas.
Nem que seja apenas para falar do tempo.
Nesta oposição é que vivemos a vida,
em dias frios busca-se o calor,
em dias quentes busca-se o frio.
Em vários aspectos da vida,
vivemos esperando o oposto e na maioria
das vezes ele nos convém.
Admirar uma manhã …

Novelos.

Aquela sensação boa: vontade de escrever.

Todo sentimento é como um novelo.
Cada palavra ligada à outra formam uma linha.
Ao puxar uma palavra, virá outra, outra e outra,
até que se puxa a linha por completo
desmanchando o novelo
chegando-se ao sentimento.
Há palavras que formam um novelo escuro,
de uma linha grossa.
E ao final do novelo encontra-se a dor.
Dor latente, que desata à doer.
Por si só se sustenta o novelo.
Ao escrever pode-se alcançá-lo,
tateá-lo e desmanchar a dor.
Há novelos de cores claras,
tão alvas que te instigam a puxar palavra por palavra
e ao mesmo tempo, admirar a linha, a cor, a textura.
A linha pode ser fina ou grossa, mas não deixa de ser linha,
de ser sentimento.
Ao final, você se arrepende.
Afinal o mistério que permeia certos novelos
é bem mais interessante do que o centro puro de sentimento deles.
Há novelos que não aparentam nada.
Você puxa uma palavra, não te diz nada.
Você puxa outra e outra, até chegar ao final do novelo
e se surpreender com o sentime…