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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Infinitude de ser.

Eu sou um amontoado de palavras e sonhos
em busca de sentido.

Eu sou um rosto sério
envolto em pensamento perturbadores.

Eu sou tudo que busco,
que conquisto, que vivo,
que acredito...

Eu sou o que persigo nos olhos de outras pessoas.
Eu sou o que perco a cada passo que dou...

Por que te preocupas com o que te cerca?
Por que te cerca com o que te preocupas?

Eu sou  minha busca por definição.
Eu sou meus dias arrastados
em meio aos meus tropeços diários.

Eu sou meu cantarolar em lugares vazios.
Eu sou minhas frases soltas que digo em diálogos
comigo mesma e com outros...

Eu sou um reflexo taciturno.
Eu sou meus versos difíceis
que para mim fazem enorme sentido.

Eu sou minha paixão por gatos
e meu amor louco por livros.
Eu sou uma infinidade de coisas
que nem mesmo consigo quantificar...

Assim como outras infinidades que me cercam
e que me leem, sem ao menos perceber que são também
infinitudes de ser...

Sara.

As Horas...

As Horas que passam
o medo que prende, agonia à alma.
Não viver, apenas se deixar levar
pelos outros.
Uma vontade latente de viver.
De abandonar o que não faz viver.
A confusão, os papéis a serem cumpridos.
Deveres para com os outros,
mas não consigo mesmo.
As horas que passam,
não deixa soltar-se, mas
enlaça-se na vontade de fugir
para a escuridão que jamais finda.
As horas que encabulam, fazem perder os sentidos,
o confinamento na agonia
faz partir a vontade de viver.
"Alguém tem que morrer para que os outros
possam viver."
Assim, a morte não é apenas um fim,
mas um inadiável recomeço.
Enfim, as horas passaram
e o rio flui para o fim,
mas as horas,
as horas...

Sara.

Inspirado no filme "As Horas" (2002) dirigido por Stephen Daldry e com trilha sonora de Philip Glass, o filme foi baseado no livro de mesmo título de Michael Cunningham, . A música acima é tema do filme.
*Vídeo por Xristos Georgiadis.