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Mostrando postagens de Setembro, 2014

Pela Luz dos Olhos Teus - Tom Jobim, Miucha e Vinicius de Moraes

Pela Luz Dos Olhos Teus
Tom Jobim
{Mais do que uma música, um hino ao Amor}

Miúcha:
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Tom Jobim:
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar

(La ra ri ra ra ra)
(La ra ri ra ra ra)

Miúcha e Tom:
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos …

Delírio de Amar...

Em um dia de outubro, mais uma vez eu caminhava distraidamente
pelos caminhos da minha vida...
Após uma curva, uma longa rua se mostrava à frente.
Foi então que avistei, ao longe, um certo alguém.
Fez-me paralisar, minhas mãos suavam e minhas pernas tremiam.
Caminhávamos em direções opostas, mas sabia que
em um dado momento nos encontraríamos.
Dentre os meus pensamentos,
surgiam inúmeras perguntas que eu poderia fazer à este alguém.
Nesses desatinos eu apressava e retardava meu caminhar,
pois tudo o que queria poderia estar à minha frente...
Planos e expectativas surgiam,
um delírio já apropriava-se de mim.
Estava tão embriagada por esta presença
que já não conseguia olhar à frente em sua direção.
Eu almejava um abraço.
Quando o dado momento aproximava-se,
levantei a cabeça e mirei seu olhar, mas
quem eu avistava a pouco,
a minha frente já não estava...
Neste instante eu compreendi,
eu havia me aprisionado,
embarquei em meu delírio tão rapidamente
que não percebi que se tratava de uma…

Em volta do Mundo.

Em volta do mundo
diversos eventos ocorrem.
O céu desmorona sobre a cabeça de alguém,
objetos se perdem de seus donos.
Há guerras, pinturas, roubos e abandonos.
Há fome, há morte, há choro, alegria e engano.

Em volta do mundo há música, dança e canto.
Há dor e abraços desejados.
Em volta do mundo pessoas se perdem,
se acham, se encaixam
se matam.

Em volta do mundo alguém lamenta a morte de outro.
Enquanto chove, crianças brincam na lama e suas mães gritam para voltarem para casa.
Em volta do mundo, perde-se um rastro, uma esperança,
vem o cansaço, desolação ao máximo.
Em volta do mundo, um gesto profundo,
um aceno inesperado,
arranca um sorriso há muito guardado.

Em volta do mundo, há cores que nos preenchem,
nos iludem, são produzidas por nós para colorir outras vidas.
Em volta do mundo, desperdiçam-se palavras
enquanto o que nos mantêm vivos é vendido e descartado.

Em volta do mundo a fé mantêm pessoas vivas,
leva outros a morte,
resgata ou destrói
a depender de quem crê.

Em volta d…

O caminhar da Morte sobre um Campo de Flores.

Sob a sombra de uma árvore despedacei uma flor.
Saindo à caminhar outras flores encontrei pelo caminho.
E como à outra, à estas também despedacei e
como se não bastasse o meu sofrer, mais flores surgiam pelo meu caminho.
Eu chorava, pois o cheiro delas estava me matando,
mas elas eram apenas flores...
O sol escondia-se atrás das nuvens e o meu caminho
de sombras se preenchia.
Quanto mais eu andava mais flores surgiam
mais dor eu sentia, mais flores eu destruía.
Até o cair da noite, meus passos diminuíam,
pois eu já não suportava a dor pelo sentir.
Não notava eu que quanto mais flores eu destruía
mais o cheiro impregnava minhas mãos.
Eu sofria, mas queria aquele sofrimento,
pois eu já havia me apoderado dele
e ele de mim.
Sem mais impedimentos eu procurei aquele campo,
eu me deitei sobre as flores que me afligiam,
eu as procurei e as encontrei para que elas
pudessem me destruir de mim.
Sorte daquele que não me encontrasse,
pois veria refletido em meu rosto
o desgosto do viver e morrer …