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Selado em mim.

Me deixei levar pela força do querer
pelo prazer do sentir
pelo envolver do abraçar
pela dor de amar.
Me deixei.

Sobre os restos de um dia lamentei,
sobre gestos equivocados,
sobre sentir-se desolado
sobre não ser amado,
mais de lado
eu fui
deixado.

Se ainda me restava pequenina esperança,
mais a dor me alcança
sem que eu possa recuar
desistir de caminhar
deixar pra lá
Só sonhar
me bastará?

Encerrando versos, linhas, trajetos
toquei em flores
senti aromas
e gotas caindo sobre mim.
Sobre um denso jardim,
a grama penica
os insetos que habitam
meu lar natural.

Sobre os desejos retidos,
sobre os clamores calados,
sobre os amores censurados,
existe o rompante.

Sabe aquele abraço,
aquele sorriso de canto
revelam um ser em pranto.
Nem todas as palavras preencheriam meus vazios
intermináveis.
Nem a rendição, nem a benção,
fariam de mim livre,
pois a prisão está
em mim.

Sara.

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Sentidos.

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projetada no chão.
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