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Mostrando postagens de Março, 2016

Supercombo - Amianto

Amianto-
Supercombo


Moça, sai da sacada
Você é muito nova pra brincar de morrer
Me diz o que há, o quê que a vida aprontou dessa vez?

Venha, desce daí
Deixa eu te levar pra um café, pra conversar
Te ouvir
E tentar te convencer

Que a vida é como mãe
Que faz o jantar e obriga os filhos a comer os vegetais
Pois sabe que faz bem
E a morte é como pai
Que bate na mãe e rouba os filhos do prazer de brincar
Como se não houvesse amanhã

Moça, não olha pra baixo
Aí é muito alto
Pra você se jogar
Vou te ouvir
E tentar te convencer

(Somos programados pra cair)

Que a vida é como mãe
Que faz o jantar e obriga os filhos a comer os vegetais
Pois sabe que faz bem
E a morte é como pai
Que bate na mãe e rouba os filhos do prazer de brincar
Como se não houvesse amanhã

Mas, tudo bem, nem sempre estamos na melhor

Moço, ninguém é de ferro
Somos programados pra cair

Composição: Leonardo Ramos
Enviada por Laí­s, Legendado por vera e laides
https://www.letras.mus.br/supercombo/amianto/


Tão...

Tão,
tão perto de si
que perdeu o chão.
A sensação era de estar voando.
Não olhava para fora,
quando se mergulha em si
qualquer pensamento em falso
faz a gente perde a conexão.

Tão,
tão frequentemente tomado
por arroubos momentâneos
que já não sabe
onde fica a realidade.

Tão,
tão covarde,
que morre pelo desejo,
mas esconde a vontade,
pois acha que é tarde
para dizer adeus.

Tão,
tão silencioso
que há horas parece morto,
mas está apenas deslumbrado
olhando pássaros que voam
degustando a liberdade.

Tão,
tão mesquinho,
que quer o mundo para si,
mas tem medo de sair de casa.
Tão inerte, que não se nota.
Tão estranho, que está incluso na normalidade.
Tão soberbo que se acha protagonista na história contada.
Enfim ruiu, o mundo que construiu
a base de fantasia.

Sara.

Atordoada e com razão.

Mas a verdade é que não suportamos ver a nossa fragilidade escancarada.

Quando levamos um tapa
a pele fica vermelha,
mas com o passar do tempo
a cor some, a dor diminui.
Me questiono até quando esqueceremos o tapa de ontem
e ficaremos ignorando
que um novo tapa vai ser dado
até que façamos algo para para-los.

Delegamos ao outro aquilo que não queremos cuidar dentro da nossa casa.

Quando Menina não pude brincar na rua,
nem jogar futebol,
Ele queria meu silêncio,
mas provocava meu choro.

Ainda hoje o medo me toma na rua.
Gosto da noite,
mas a sobrevivência é maior
e fico em casa, não por engano.

Ainda hoje o grito me cala a alma,
me dá nó no estômago
sufoca minha calma.
Revivo o medo da infância,
me encolho e me escondo
para não desgraçar a vida.

Mas nem sempre sou sofrida,
encontro mulheres de garra
que me dão a mão
e me chamam de amiga.

Se o sentimento nos toma "porque poderia ser eu",
também deve ser nós que vamos puxar, arrancar,
retirar as amarras
para que nenhum ELE
aper…