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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

Ode aos amigos

Por caminhos tortuosos andei,
mas com suas palavras trilhei,
cada pedaço.
Hoje sei
que a minha força
não vem de mim,
mas daquelas e daqueles que me abraçam.
Sou muito mais porque tenho você.
Não sei se conseguirei agradecer
pelas suas palavras
pelos seus gestos
pelo seu olhar acolhedor
que veio no momento certo
ao meu encontro.
Agradeço pela sua existência
pelo seu abraço
pelo seu aviso.
Não sei discernir
quando percebi
que eu estava bem
porque você estava ali.
A gratidão
é algo que quero cultivar
para que ela cresça
e enalteça
aquelas e aqueles
que quero amar.
A vida costuma me roubar
e quando vejo
já estou em outro lugar,
mas essa memória é boa
e na lembrança
você vai estar.
Pessoas vem e vão,
mas naquele momento você estava lá.
E em nenhum outro eu quis estar.
Desejo que tornemos a nos encontrar,
mas se isso não vier a acontecer
saiba que poderá me ler
nestes versos.
Assim como você me ajudou,
eu também quero ajudar,
assim como me ouviu,
eu também quero te ouvir,
assim como esteve …

Nos Reencontrando.

Por duas vezes nos despedimos,
por  duas vezes nos reencontramos.
Eu não quero pensar no depois,
no que virá a seguir.
Eu quero viver esse momento
como se fosse o último.

E se...
não sei,
desisto de saber.
Eu já te escrevi tantos poemas.
Sei que não leu um terço deles.
Talvez seja aterrorizante
saber o que eu sinto por você.
Talvez você apenas se esqueça.
Já não me importa
Agora eu conheço o caminho
e só eu posso desistir de caminhar.

Nos últimos dias eu deixei
de habitar um certo lugar
Um tão conhecido
tão arredio
tão meu lugar.
Um espaço para o vazio
em que eu me guardava.
Era um poço de segurança,
mas também um buraco no isolamento.
Ali não soprava vento
nem assobio ressoava.
Ali eu não cantava,
mas então você chegou
e me disse que eu podia sair.
Era só o que eu esperava ouvir,
mas ninguém havia chegado tão perto
a ponto de me dizer.

O mundo é tão novo como jamais foi igual.
Muito depende de mim,
agora muito mais do que antes.

Sara.














Encontro do Rio Potengí com o mar - Natal RN
Font…

Aquele Caderno.

Minhas folhas acabam
meu caderno se finda.
Tantas folhas amassadas
perdidas
com letras tão agarradas
com força escritas
Meu caderno termina.

Sei que outros cadernos virão,
mas este
este contêm a mudança
que eu jamais sofri igual
É preciso que ele se acabe
que as suas últimas folhas
sejam preenchidas
É preciso dar fim a
este caderno.
Por mais de 40 dias ele foi usado.
Para um fim que ele não
tinha sido destinado.
É preciso que este caderno
seja terminado.

Ainda não sei se o queimo
ou se o guardo.
Porque as lembranças
que ele contêm
me deixam exasperado.
É preciso que a este caderno
se dê cabo.

De repente tantas pessoas
tantos olhares.
De repente nessas folhas
tantos lugares.
Eu preciso que este ano acabe,
Faço de mim este fim desejado,
Te dei minha vida
agora te coloco de lado.

Sara.