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Mostrando postagens de Março, 2017

Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci - Dia a Dia, Lado a Lado

Eu sonhei que estava exatamente aqui olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber porque
Por que um raio cai?
Por que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

É que eu sonhei que estava exatamente aqui olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui olhando pra você
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui
Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber porque
Por que um raio cai?
Por que que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

Nada a ver ficar assim sonhando separado
Se no fundo a gente quer o dia a dia lado a lado
Eu não…

À Margem.

Na margem
ao longe vejo alguém gesticulando.
Penso que pode precisar de ajuda
Então, prontamente me coloco
a disposição,
em vão.

Talvez eu não tenha reconhecido
não era um amigo,
mas apenas um eu meu
perdido.

Vez ou outra me coloco à margem,
pois sei que a beira de algo
não é algo
e isso me basta.

Em disparada
eu senti
quando algo em meu peito
cindiu
Era você se despedaçando
de novo.

De lado eu me encontro novamente,
como sempre estive
antes de me dar conta.
Como pode um outro
fazer você sentir a marginalidade?

Foi na contraposição que me percebi
periférica.
Em comparação à você
eu sou a margem.
Você sempre esteve no centro
até eu perceber que havia uma margem.
Não é uma linha intransponível,
é apenas miragem
projetada pelos ismos que nos cercam
capitalismo, eurocentrismo,
norteamericanismo,
outrocetrismo.

Nunca eu estive no centro
até me colocar lá
ou cá
como preferir.
Se o acaso me fez resistir
à você (s)
é por algum motivo.

Sara.









Campinas, São Paulo.

Todas as Faces.

Um estômago revirando
uma respiração curta
me revelam
a pior das sensações,
a de estar me deixando
de novo

Um sorriso
um balançar de ombros
o toque que anseio
revelam
meus desejos

O prazer da sua companhia
o meu riso
as nossas conversas revelam
meu desatino

A minha fuga
minhas distrações
meu olhar inquisidor
meu exagero

Uma falta que preenche antigos vazios
um interesse genuíno
uma ansiedade corrosiva
Nenhuma das frases incompletas que começo
fazem sentido,
então por que quero que você faça sentido.
Se me lanço no mesmo erro
se me faço de interesse
se me visto pra encarar a mesma face todas as vezes.

Sara.