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Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci - Dia a Dia, Lado a Lado




Eu sonhei que estava exatamente aqui olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber porque
Por que um raio cai?
Por que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

É que eu sonhei que estava exatamente aqui olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui olhando pra você
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui
Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes a saber porque
Por que um raio cai?
Por que que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

Nada a ver ficar assim sonhando separado
Se no fundo a gente quer o dia a dia lado a lado
Eu não vou deixar você com esse medo de se aproximar
Pra ter um fim toda história um dia tem que começar
Então me diz por que?... por que que um raio cai?
Por que que o sol se vai?
Se não é pra gente perceber que um milagre assim se faz
Por que que um raio cai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

É natural que seja assim você ai
E eu aqui exatamente aqui
É natural que seja assim você ai
E eu aqui exatamente aqui
É natural que seja assim você ai
E eu aqui exatamente aqui.

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Deixa

Deixa vir esse cabelo no rosto
essas lágrimas guardadas
essas palavras não ditas
que te entopem.

Deixa,
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para que alguém possa respirar
depois de uma crise de choro.

Deixa,
Deixa o tempo andar devagar
e te olhar
para ver como é que você está se fazendo
se moldando, se construindo.

Deixa,
Deixa o silêncio surgir sorrateiro
trazendo a tona o barulho
que antes estava aqui

Deixa,
Deixa a sua vontade dizer firme que te incomoda o desejo
O desejo de um outro alguém
Deixa
Deixa a gente ganhar espaço,
alçar voos distantes.

Deixa,
Deixa eu pousar um instante
para recuperar o fôlego
Depois do esforço
de tentar te fazer apaixonar...

Deixa,
Deixa o espaço se fazer entre nós
e quando ele tiver se instalado
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Sara.

Soberana.

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*Livro: "O Beijo no Asfalto", Nelson Rodrigues.
*Música: "Provável Canção de Amor para Estimada Natália", Banda Mulamba.

Contraponto.

Foi quando um contraponto aconteceu...           Meu andar altivo encontrou seu andar ensimesmado Meu olhar furtivo encontrou seu olhar doce. Minhas longas conversas encontraram suas perguntas profundas e certeiras. Foi quando eu vi a idade da minha alma Ao me deparar com a idade da sua. Foi nas nossas conversas inteligentes que vi os nossos interesses em comum. Foi quando você segurou minha mão, que eu percebi o tamanho do meu passo. Assim que você se mostrou confusa eu vi nascer a certeza da impermanência entre nós. Nós somos um contraponto, Que ora se encontra, ora se distancia. Mas seu sorriso terno E meu olhar amoroso se misturam Quando a gente se olha no começo do dia. Minha alta exposição encontrou seu mistério. Minha mão encontrou seu cabelo E sua boca a minha orelha E foi amor à primeira vista entre eles. Mas também foi onde você não me prometeu a eternidade E eu aceitei a transitoriedade
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