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Um Olhar...

Eu me encontrava perdido
em um emaranhado de dores.
Aquele olhar cativante,
focado, tão presente quanto distante.
Me deixou preso.
Por quê me olhava daquela maneira?
Não fazia sentido a sua cortesia.
Mas agora seu olhar não sai dos meus sonhos.
Me pergunto se também estou em seus sonhos.
Talvez não, somente incertezas me cercam.
Seu olhar negro me persegue em sonhos.
Um encontro,
por algumas horas,
quis estar ao seu lado,
mas o acaso brinca com os sentimentos das pessoas.
Não se deve confiar no acaso,
ele nos ilude com olhares que nos tragam sem que possamos perceber.
Olhares são como lágrimas que caem
nas mãos de quem chora
e se desfazem tão depressa
que não se pode guardá-las
como lembrança para que não choremos mais.
Olhares não se prendem,
eles te perseguem, porque você criou uma lembrança que aprisionou seu espectro,
mas jamais conseguiremos capturá-los
por mais belos que eles sejam,
por mais fácil que seja conseguir encontrá-los.
Às vezes o acaso quer nos fazer acreditar que pegamos um olhar,
mas na maioria das vezes foi ele que nos capturou,
presos permanecemos até que o tempo
sugue sua forma e não mais nos encantemos com aquele olhar.


Sara.

Desenho por Carlos O.
Retirado do blog: desenhosrealisticos.arteblog.com.br

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