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O peso do Mundo.

Continuação.

Sobre ombros cansados,
alguém leva o peso do mundo.
Não se pode dizer que não tenha tentado lutar para não cair,
não sucumbir a criatura.
Por não ser palpável
tudo se tornava mais difícil.
Não pensou em pedir ajuda.
Não sabia como,
até que novamente choveu naquele dia.
O céu se desmanchava,
ele acreditava que não tinha solução,
jamais se libertaria.
No entanto, alguém apareceu em sua vida.
A identificação entre eles foi genuína.
Ele também carregava uma criatura.
Não havia como retirá-la, ele dizia,
nem mesmo adestrá-la.
Talvez nem viva a criatura se encontrava.
Disse-lhe apenas que havia maneiras de
não deixá-la matá-lo.
Ainda que tudo parecesse nada.
Ele devia sair, falar sobre ela,
contar aos amigos.
Esclarecer com cuidado que precisava de abrigo.
No meio de muitos, ele travaria uma guerra
dia-a-dia contra a anedonia,
que agia no oculto,
sozinho, ele jamais conseguiria detê-la.
Não se fala em cura, mas que ele acostumou-se,
aprendeu a lidar com ela
e decidiu preencher de existência aquilo que ele
chamava de vida.

Sara.

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