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Tão...

Tão,
tão perto de si
que perdeu o chão.
A sensação era de estar voando.
Não olhava para fora,
quando se mergulha em si
qualquer pensamento em falso
faz a gente perde a conexão.

Tão,
tão frequentemente tomado
por arroubos momentâneos
que já não sabe
onde fica a realidade.

Tão,
tão covarde,
que morre pelo desejo,
mas esconde a vontade,
pois acha que é tarde
para dizer adeus.

Tão,
tão silencioso
que há horas parece morto,
mas está apenas deslumbrado
olhando pássaros que voam
degustando a liberdade.

Tão,
tão mesquinho,
que quer o mundo para si,
mas tem medo de sair de casa.
Tão inerte, que não se nota.
Tão estranho, que está incluso na normalidade.
Tão soberbo que se acha protagonista na história contada.
Enfim ruiu, o mundo que construiu
a base de fantasia.

Sara.

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