O mais cinzento dos nossos dias.
Ela não gosta de dias cinzentos.
No sol seus cabelos dourados brilham.
Na sombra seus olhos demonstram tristeza.
Me atravessa,
é cortante.
Nesse dia, eu caminho até sua nova casa,
sabendo,
certa do fim.
Como um violino estridente,
o vento rasga as nuvens lá fora.
A noite é fria, e seu abraço não é mais quente.
Não como antes e nem como agora
a tristeza me dá a mão na hora em que devo ir embora.
Você me pede para ficar,
mas nada será como antes.
Meu esforço não deu em nada,
a vida vai seguir,
sem nós.
Sara.


Comentários
Postar um comentário